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segunda-feira, novembro 26, 2012


BREAKING FRIDAY & CYBER MONDAY

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Obs.: O post de hoje é meio que um 'desabafo' e vou logo avisando: está grande! Então se está sem tempo pra ler agora, eu indico que você retorne e leia com calma, mas NÃO fique sem ler, não é me gabando, mas o texto está ótimo. Vale a pena ler, talvez você se identifique com o mesmo!

Dias de descontaços!!! Só que não!

Aproveitando a última Sexta-feira (23/11) e nessa Segunda-feira (26/11) de descontos nas lojas virtuais do país, resolvi postar as minhas impressões desses dois dias de ofertas, depois de longas pechinchas e compras online. Espero que seja útil!

A minha impressão sobre o BLACK FRIDAY realizado na Sexta-feira é que foi um verdadeiro: Breaking Friday!

Para quem não entendeu, trata-se de uma brincadeira com a expressão americana "breaking bad" que é usada quando uma coisa que já estava ruim, fica ainda pior. É exatamente isso que acontece com o plágio brasileiro do americano Black Friday - criado pelos varejistas americanos para indicar uma espécie de ação anual de vendas sempre na 4ª sexta-feira de novembro após aquele feriadão do dia de Ação de Graças. Ou seja, eles pegam toda aquela mercadoria que sobrou e dão um jeito de empurrá-las para o consumidor através de apetitosos descontos, assim, eles esvaziam os estoques deixando-os prontos para serem cheios novamente para as compras de natal. Não é uma maravilha? ~ Leia-se aqui um certo sarcasmo subentendido ~. Já o CYBER MONDAY, pode-se dizer, é o mesmo que o Black Friday, só que voltado para o setor de eletrônicos. E, também, foi criado pelos varejistas americanos desse segmento.

Segundo o site Expresso Mato Grosso, "300 varejistas on-line no Brasil venderam mais de R$ 100 milhões em apenas 12 horas de Black Friday – o valor já superava o total vendido na versão de 2011 do evento", isso tudo aliado a mais de 247 milhões de visitas que os sites de varejo online receberam, afirma o subsite de notícias sobre Internet do portal R7.com, o Oficina da Net. Tais dados fizeram com que o evento durasse dois dias a mais rendendo ao segmento cerca de 125 bilhões de reais³. Até aqui, tudo lindo e maravilhoso!

O problema é que o varejo brasileiro se apropriou da ideia já faz um tempo e no decorrer da semana do evento, divulgou massiçamente a ideia com direito até a contagem regressiva. E, na Segunda-Feira (26/11) aderiu ao Cyber Monday. E, de adesão em adesão de ideias tudo vai acontecendo, e não acontece nada. Quero dizer, é aqui que a coisa começa a ficar ruim. Fora o fato de que é uma ideia importada, ela não é praticada 100%. Quero dizer, p'ra muá aqui, que compra continuamente pela internet - uma verdadeira "pechinchadora-mor", os preços continuaram os mesmos para muitas categorias de produtos.

Quer dizer, alguns dos "descontos" oferecidos podem ser encontrados nas promoções de fim de semana dos mesmos sites e até em ofertas de dia de semana mesmo. Por exemplo, a Saraiva ofereceu descontos progressivos de 5, 10 e 15% de acordo com o valor da compra, mas esses descontos, você consegue se comprar com o cartão Saraiva, então, para mim, não foi um desconto típico de Black Friday. Inclusive a bosta do Senhor dos Anéis Volume Único de cento e poucos reais que eu queria comprar, quase não fez diferença com o desconto, ou melhor, não houve desconto, já que, se você acompanhar os preços diariamente, notará que eles subiram o valor do mesmo só para dar aquele efeito: De R$ 120,00 por R$ 99,00 ou R$ 89,00. Putz! Mas, o livro não custava 100?  Isso eu constatei com os meus próprios olhinhos que a terra há de comer.




Outra coisa, foram os malditos banners de 80% de desconto ou R$ 200,00 de desconto que tinham imagens de produtos top de linha. Quando você clicava neles tudo estava com um preço levemente regular, só aqueles produtos descontinuados é que estavam com essa porcentagem de desconto. Se não bastasse, por volta das 16 horas daquela Sexta-feira, os sites de notícias liberaram uma nota informando que notificou certas lojas virtuais, pois muitos compradores reclamaram de ofertas com preços inflados para forjar descontos maiores em suas lojas. E, isso, eu vi acontecer na maior cara de pau.

O que se conclui disso tudo? O que se conclui é o seguinte: toma vergonha na cara e comece a fazer o que faço regularmente, tenha o hábito de dar uma olhada nas lojas online semanalmente. Quer dizer, você talvez não fique sem mexer no Facebook, no Blog ou no Twitter um dia se quer. Então, podia dar uma passada por essas lojas. Por causa do meu trabalho vivo constantemente na internet, por isso diariamente, acesso lojas virtuais de minha preferência ou não. Foi graças a isso, que pude perceber o nível dos preços. E, mais uma coisa: PE-CHIN-CHE! Pechinche muito, mas muito mesmo. Pois, sem promoção, já comprei produtos que chegaram a 40 reais de diferença de uma loja online para outra.


Fontes citadas:
http://www.expressomt.com.br/economia-agronegocio/lojas-on-line-no-brasil-aderem-a-cyber-monday-40700.html
http://www.oficinadanet.com.br/post/9406-black-friday-supera-todas-as-expectativas-de-vendas
Imagens retiradas do: Google Imagens.